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Vereadores assumem nova luta em favor do HRA

A primeira sessão de Novembro, realizada na quarta, 01, foi marcada pela discussão de assuntos importantes. Entre eles, a situação do Hospital Regional de Araranguá, motivo de  constantes reclamações por parte da população de todo a região da Amesc, que é atendida pela unidade.

Depois que um requerimento do vereador, Paulinho Souza (PSD), foi apresentado e aprovado, solicitando que a gerente regional de Saúde, Patrícia Paladini, compareça a casa para dar explicações dos serviços prestados no hospital, outros vereadores expuseram a precariedade do atendimento e discutiram formas de se mobilizarem na luta em favor desta demanda. “Precisamos achar medidas para pressionar ainda mais o governo e melhorar a situação do hospital, que é mantida com nosso dinheiro e não tem atendido a população como ela merece”, justificou, Paulinho.

Segundo o vereador, Neno Fontoura (PPS), que preside a Comissão de Saúde na casa, há informações que alguns médicos não recebem seus salários há quase 6 meses. Ele também é autor de um requerimento que dará entrada nos próximos dias e que trata do mesmo assunto relacionado ao HRA. “A situação do hospital é mais grave do que podemos imaginar. Tenho amigos que trabalham na unidade e que relatam coisas impressionantes e que nos preocupam muito, principalmente com uma possível paralisação em massa. Também tem pacientes que são atendidos e depois impedidos de levar seus exames para casa para dar continuidade ao tratamento, o que é um absurdo”, disse.

O Governo do Estado mantém o HRA com aproximadamente R$4 milhões por mês, quase R$50 milhões por ano. A SPDM, entidade que administra o hospital em parceria com o Estado, alega que os serviços prestados estão dentro do contrato firmado, mas existem inúmeras reclamações que com o valor investido, seria possível modernizar e aumentar o atendimento. “Não consigo entender o que é feito com os recursos para o hospital se nem os médicos estão sendo pagos”, comentou o vereador Adão Vieira dos Santos, o Vidrinho (PR).

O vereador, Luciano Pires (PSB), também aproveitou para comentar a situação. “Sempre foi precária a atenção que o Governador Raimundo Colombo deu a Araranguá. Com o hospital, mesmo atendendo toda a região não foi diferente”. Desacreditado, o vereador Arilton Costa (DEM), acredita que embora as intenções dos vereadores ajudar seja boa, o descaso continuará. “Fizemos várias mobilizações, a comunidade sempre reivindicou e nunca fomos ouvidos. Acredito que agora não será diferente. Não adianta, eles não nos ouvem!”, acrescentou.  

 

ENCAMINHAMENTOS

 

                O assunto gerou muita discussão na sessão, se estendendo, inclusive, durante a palavra livre. O presidente da casa, Daniel Viriato Afonso (PP), determinou que a Comissão de Saúde, composta pelos vereadores, Neno Fontoura, Luciano Pires e Igor Batista (PV), se reúna nos próximos dias para discutir o que será feito em prol do hospital. “Vamos começar a cobrar com mais força. Quero me reunir com a comissão, definir o que será feito e propor aos demais vereadores. Não podemos ser alheios a esta situação e se for preciso, realizar mais uma audiência pública, convocar as autoridades estaduais e cobrar explicações. Eles tem que dar ouvidos a população”, argumentou o presidente, que também sugeriu convocar as demais Câmaras de Vereadores da Amesc, para abraçar a causa e formar uma grande frente política em favor de mudanças.